O Museu de Arte Sacra de São Paulo é fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969 e sua instalação data de 29 de junho de 1970. A partir desta data, o Museu de Arte Sacra de São Paulo passou a ocupar a ala esquerda térrea do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz e a antiga Casa do Capelão, antes administração, e onde, desde 1999, está exposto o acervo de presépios do museu.

A parte mais antiga do complexo foi construída sob orientação de Frei Antônio de Santana Galvão para abrigar o recolhimento das irmãs concepcionistas, função esta que também se mantém até hoje.

O acervo do museu começou a ser formado por Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, que a partir de 1907 começou a recolher imagens sacras de igrejas e pequenas capelas de fazendas que sistematicamente eram demolidas após a proclamação da República. Na década de 1970, foi possível ampliar significativamente esse acervo.

A Organização que colaborava com a gestão do museu era a Sociedade Amigos do Museu de Arte Sacra de São Paulo, cujo denominação, em razão de Decreto Federal, foi alterada para Associação Museu de Arte Sacra de São Paulo – SAMAS, e transformada em Organização Social de Cultura, com a nova denominação, a partir de 2010, faz a gestão do museu, como OS.

Um Contrato de Gestão é firmado junto à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, com Planos de Trabalho aditados anualmente. Trata-se de um modelo de gestão de equipamentos culturais vigente no Estado de São Paulo desde 2005 e que tem mostrado resultados positivos. Além de garantir a qualidade no atendimento ao público, as organizações sociais de cultura vêm fortalecer e estimular as ações do Estado na área cultural e garantindo uma bem-sucedida parceria entre poder público e sociedade civil organizada.

Com este entendimento, a instituição é uma das Organizações Sociais de Cultura parceiras da Secretaria de Cultura e Economia Criativa no processo de execução dos seus objetivos, por meio da política cultural por ela formulada.

SAMAS administra o Museu de Arte Sacra de São Paulo seguindo as diretrizes estabelecidas pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Para tanto, submete ao órgão estadual as ações referentes à programação, acervo, atividades de pesquisa e educação, gestão de despesas, bens e excedentes financeiros gerados ao longo de sua execução. A OS tem a função de manter os equipamentos e os instrumentos necessários para a realização dos serviços contratados, bem como a integridade física da edificação ocupada pelo Museu. Também compromete-se em gerar ações e conteúdos coerentes com as especificações da instituição que administra, divulgando-os, buscando alcançar o maior número possível de pessoas.

Atualmente, as principais atribuições da Associação Museu de Arte Sacra de São Paulo – SAMAS– são: recolher, classificar, catalogar e expor convenientemente objetos religiosos cujo valor estético ou histórico recomende a sua preservação; expor permanente, pública e didaticamente seu acervo; promover o treinamento, a capacitação profissional e a especialização técnica e científica de recursos humanos necessários ao desenvolvimento de suas atividades; incentivar e apoiar a realização de estudos e pesquisas sobre arte sacra e história da arte; promover cursos regulares, periódicos ou esporádicos de difusão, extensão e de treinamento sobre temas ligados a seu campo de atuação.


 

 

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