O Sudário de Turim é muito mais do que uma relíquia religiosa ou um objeto de investigação científica. Sua imagem desafia classificações sólidas: não é pintura, não é fotografia, não é código binário, mas parece dialogar com todas essas linguagens. 
Nesta palestra, o pesquisador Jack Brandão conduz o público por uma fascinante história da luz e da imagem técnica – da câmera escura renascentista ao negativo fotográfico do século XIX, e daí aos pixels do mundo digital. Ao fazer isso, propõe uma leitura iconofotológica do Sudário, encarando-o como uma imagem-limite que habita a fronteira entre presença e ausência, visibilidade e transcendência. 

Mais do que discutir a autenticidade da relíquia, a palestra investiga por que essa figura continua a nos olhar através dos séculos – e o que acontece quando um vestígio do passado parece antecipar invenções que só surgiriam muitos séculos depois. 
Uma viagem pela arte, filosofia e espiritualidade, que termina com um convite para revisitarmos, sob uma nova luz, as obras sacras que nos cercam aqui no Museu.


Jack Brandão – Doutor pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisador da arte medieval, renascentista e seiscentista, em especial de sua recepção pelo leitor hodierno; desenvolveu o conceito de iconofotologia, com o qual mantém sua linha de pesquisa. Autor de livros sobre o tema, bem como de artigos em revistas acadêmicas do Brasil e do exterior; romancista e poeta. Diretor do Centro de Estudos Imagéticos CONDES-FOTÓS e editor da revista acadêmica Imagens em Foco.

Dia: 25 de julho de 2026
Horário: 11 horas
Inscrições: biblioteca@museuartesacra.org.br
Valor: 20,00
No final será serviço um Café no jardim do Museu.

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