MÉTODO
O curso acontecerá no modo “Live Class” (aula online ao vivo), sendo as aulas gravadas. As gravações são disponibilizadas aos alunos três dias após cada aula ao vivo e ficam disponíveis durante todo o período do curso e por mais 15 dias após seu término. Depois disso, são automaticamente retiradas do sistema.
OBJETIVO GERAL
O curso tem como objetivo analisar a produção artística, cultural e simbólica durante a Era Vargas (1930–1945), período marcado pela centralização do poder, pela construção de um Estado nacional forte e pela elaboração de uma identidade brasileira unificada. Trata-se de um momento em que cultura, arte, propaganda e política se articulam profundamente, configurando uma estética nacionalista, popular e moderna.
O curso investiga como o Estado atuou diretamente na organização da cultura, promovendo políticas culturais, incentivando artistas, institucionalizando o patrimônio histórico e utilizando os meios de comunicação de massa (especialmente o rádio, o cinema e a imprensa) como instrumentos de formação simbólica e controle social. Também serão analisadas as aproximações e diferenças entre o Estado Novo brasileiro e os regimes autoritários europeus do período, especialmente o Fascismo italiano e o Nazismo alemão, observando seus usos da propaganda, do culto ao líder, da mobilização simbólica das massas e da construção de identidades nacionais.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
– Compreender o contexto político e social da Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas
– Analisar a relação entre Estado, cultura, propaganda e autoritarismo no período
– Investigar as aproximações e diferenças entre o Estado Novo, o Fascismo e o Nazismo
– Investigar a construção da identidade nacional brasileira através das artes
– Estudar o papel do rádio, do cinema e da música popular na formação cultural
– Entender o surgimento das políticas de preservação do patrimônio histórico e artístico
– Identificar artistas, intelectuais e instituições fundamentais do período
– Refletir sobre as tensões entre modernidade, tradição, autoritarismo, nacionalismo e cultura popular
CONTEÚDO
06 de outubro de 2026
AULA 1 – Educação, Intelectuais e o projeto civilizatório
A reforma educacional. O papel da escola na formação do cidadão. Intelectuais e burocracia estatal. A educação como instrumento de disciplina e identidade nacional. Livros didáticos, cartilhas e políticas educacionais. A construção de valores cívicos e patrióticos. Comparações entre os projetos educacionais nacionalistas do Estado Novo, do Fascismo italiano e do Nazismo alemão, especialmente no uso da juventude, da disciplina e da educação como instrumentos de formação ideológica.
13 de outubro de 2026
AULA 2 – Cultura Popular, Folclore e Tradição
A valorização do folclore como patrimônio nacional. Festas populares, religiosidade e costumes regionais. A tensão entre cultura popular e cultura oficial. Pesquisas folclóricas. Mário de Andrade e a Missão de Pesquisas Folclóricas. A apropriação estatal das tradições populares na construção da unidade nacional. Nacionalismo cultural e identidade coletiva em diálogo com experiências autoritárias contemporâneas da Europa.
20 de outubro de 2026
AULA 3 – O nascimento do SPHAN e a política de preservação do patrimônio
A criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). A atuação de Rodrigo Melo Franco de Andrade. A preservação do barroco mineiro. A construção da ideia de patrimônio nacional. Igrejas, cidades históricas e arte sacra como símbolos da identidade brasileira. Tombamento, inventários e documentação. Patrimônio, memória e nacionalismo cultural no contexto das políticas de identidade do século XX.
27 de outubro de 2026
AULA 4 – Artes Visuais: tradição, modernidade e nacionalismo
A pintura e a escultura no período. Cândido Portinari e a arte social. Di Cavalcanti e a temática popular. A arte como instrumento político e social. Murais, exposições e encomendas estatais. Arte monumental, representação das massas e estética nacionalista. As relações entre arte, propaganda e poder nos regimes autoritários do período.
03 de novembro de 2026
AULA 5 – Trabalho, Corpo e Imaginário Social
A construção da figura do trabalhador. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O culto ao trabalho, à disciplina e à ordem. Representações do operário na arte e na propaganda. Corpo disciplinado, produtivo e nacional. A valorização simbólica da força física, da juventude e da produtividade nos regimes autoritários do século XX: o Fascismo e o Nazismo como inspiração. Contradições: Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz exploram o Nordeste como espaço simbólico da seca, da pobreza, da opressão e da resistência. Obras como Vidas Secas, Capitães da Areia, Menino de Engenho e O Quinze revelam um Brasil profundo, distante do projeto oficial de modernização propagado pelo Estado.
11 de novembro de 2026
AULA 6 – O Estado Novo e a cultura autoritária
O golpe de 1937 e o Estado Novo. Censura, propaganda e controle cultural. O nacionalismo exacerbado. O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). A construção simbólica do líder e o culto à personalidade de Getúlio Vargas. As aproximações e diferenças entre o Estado Novo, o Fascismo italiano de Benito Mussolini e o Nazismo alemão de Adolf Hitler. Autoritarismo, nacionalismo, propaganda de massa e mobilização política. Cultura oficial versus resistência cultural. O fim do Estado Novo em 1945.
A QUEM SE DESTINA
O curso oferece embasamento para estudiosos de Arte, historiadores, profissionais ligados à literatura e comunicação social, pesquisadores, professores que pretendam desenvolver o tema em sala de aula, profissionais de todas as áreas, estudantes universitários e interessados em geral.
PROFESSOR
Marcos Horácio Gomes Dias é Doutor em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e Pós-graduado em Arte e Cultura Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Também é graduado em Ciências Sociais pela USP e licenciado em História, além de possuir especialização em Produção de Material Didático.
Atua como professor universitário, pesquisador e produtor de material didático, além de ser um colaborador constante do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS). Seu trabalho abrange museus, instituições culturais, universidades e programas de formação para empresários e CEOs. Desenvolve projetos de pesquisa, cursos presenciais e online, com ênfase na leitura crítica e revisão de conteúdos educacionais. Além de sua atuação no Brasil, já ministrou aulas em Portugal e na Itália.
Com ampla experiência nas áreas de Educação, História, Sociologia, Antropologia e Arte, foi reconhecido em 2015 como o melhor professor de Comunicação Social da Região Sudeste pela IMPRENSA Editorial. Sua trajetória acadêmica e profissional está voltada para o estudo e ensino da Sociologia; Teoria da Cultura, Arte e Linguagem; Teoria da Comunicação; História da Produção da Imagem; História da Arte; História do Barroco e Rococó; Neoclassicismo; Império e Século XIX no Brasil; bem como História da América, Portugal e Itália.
Período: 06, 13, 20, 27 de outubro, 03 e 10 de novembro de 2026 (terças-feiras)
Horário: Das 19h30 às 21h30 horas
Valor: R$ 370,00
Carga horária: 16
Inscrições: cursos@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 3322-5393
Whatsapp: +55 (11) 99466-6662
CERTIFICADO
As aulas serão ministradas online na plataforma Teams.
BIBLIOGRAFIA
BOMENY, Helena. Constelação Capanema: intelectuais e políticas públicas. Rio de Janeiro: FGV, 2001.
CAPELATO, Maria Helena. Multidões em cena: propaganda política no varguismo. Campinas: Papirus, 1998.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2013.
FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo. Rio de Janeiro: UFRJ/IPHAN, 1997.
MICELI, Sergio. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
NAPOLITANO, Marcos. História & Música: história cultural da música popular. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
ORTIZ, Renato. A moderna tradição brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1988.
SCHWARTZMAN, Simon; BOMENY, Helena; COSTA, Vanda. Tempos de Capanema. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
SEVCENKO, Nicolau. História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
SKIDMORE, Thomas E. Brasil: de Getúlio a Castelo. São Paulo: Paz e Terra, 1988.













