MÉTODO
O curso acontecerá no modo “Live Class” (aula online ao vivo), sendo as aulas gravadas. As gravações são disponibilizadas aos alunos três dias após cada aula ao vivo e ficam disponíveis durante todo o período do curso e por mais 15 dias após seu término.

Apresentação
A exposição Caminhos Cruzados, de Álvaro Siza, revela um aspecto pouco conhecido de sua produção artística: o diálogo direto com algumas das obras mais emblemáticas da História da Arte Ocidental. Longe da simples cópia, Siza revisita pinturas de Botticelli, Leonardo da Vinci, Cézanne, Matisse, Gauguin, Picasso, Degas, Seurat, Guido Reni, Kirchner, Almada Negreiros e Lundström, reinterpretando suas composições através da síntese do desenho e da redução cromática.
Siza não está interessado em copiar os mestres, mas em compreender como cada um resolve problemas de composição, desenho, forma e cor, reinterpretando-os através de sua própria linguagem gráfica. O curso tem como eixo a ideia de “a cor como tradução da memória da pintura”. Longe da reprodução literal, essas interpretações revelam um exercício de observação, síntese e reinvenção da linguagem pictórica, no qual desenho, forma e cor tornam-se instrumentos de reflexão sobre o ato de criar.
Mais do que um curso sobre teoria da cor ou história da arte, esta proposta convida os participantes a compreender como um dos maiores arquitetos contemporâneos dialoga com a tradição pictórica para construir uma linguagem própria. Ao organizar o percurso em torno das quatro famílias cromáticas — Renascimento, Matéria, Emoção e Modernidade — o curso evidencia que a cor não é apenas um atributo visual, mas um modo de pensar a forma, o espaço e a experiência estética. Essa abordagem aproxima a análise histórica da prática criativa, permitindo que cada participante experimente, à maneira de Álvaro Siza, a reinvenção da tradição por meio da síntese, da observação e da interpretação contemporânea.

Objetivo Geral
O curso propõe uma leitura dessas releituras a partir da linguagem da cor, investigando como cada mestre construiu sua identidade cromática e como Siza transforma essas referências em uma expressão contemporânea. Por meio da análise comparativa das obras originais e das interpretações de Siza, os participantes desenvolverão ferramentas para compreender a cor como estrutura visual, memória cultural e elemento de criação artística.

Objetivos Específicos
– observar as principais características cromáticas das obras revisitadas por Álvaro Siza;
– compreender a cor como elemento estruturador da linguagem pictórica;
– reconhecer a identidade cromática de importantes mestres da pintura ocidental;
– identificar relações entre desenho, forma e cor nas releituras apresentadas;
– analisar paletas cromáticas, soluções compositivas e processos de simplificação formal.

Conteúdo programático:

06 de maio de 2027
Aula 1 – A Cor do Renascimento. Matéria. harmonia, luz e volume.

13 de maio de 2027
Aula 2 – A Cor da Emoção. Intensidade, simbolismo e expressão

20 de maio de 2027
Aula 3 – A Cor da Modernidade. Fragmentação, ritmo e síntese

Metodologia
Aulas expositivas dialogadas, com análise comparativa entre: obra original; releitura de Álvaro Siza; produção contemporânea. Exercícios de análise visual e observação cromática. Discussão coletiva.
Público-alvo: Interessados em estudos da cor e do processo de construção da obra de arte; Professores e estudantes de História, Artes e Arquitetura; Artistas plásticos, conservadores restauradores. Público em geral interessado na temática proposta.

Docente:
Silvana Borges
é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU Mackenzie (SP) e atualmente é doutoranda na mesma instituição (bolsista CAPES). É mestre em Arquitetura, Urbanismo e Design pelo Centro Universitário Belas Artes em São Paulo e especialista em Conservação e Restauro de Arte Sacra, Arquitetura e Pintura de Cavalete, atuando profissionalmente na preservação do patrimônio artístico e cultural com foco na imaginária sacra (madeira, gesso e terracota) e restauro arquitetônico de pinturas murais. Destaca-se a sua atuação no processo de conservação e restauração no Museu Paulista (Ipiranga/SP) dos 18 marouflages que contornam a sanca no alto da escadaria principal do edifício monumento. Docente do Museu de Arte Sacra de São Paulo desde 2014 ministrando cursos teórico-práticos com estudos iconográficos e das metodologias de pintura tradicionais a base de temperas (caseína, ovo, cola animal, etc). Integra o grupo de pesquisa de Estética & Arte Sacra (FSB-SP). Profissional associada ao CAU, ICOM, ANTECIPA e CEIB. Traçando um panorama de sua produção artística desde 1988 até os dias atuais, pode-se perceber claramente a evolução e alterações de técnica de seu trabalho e das diferentes interpretações dadas sobre variados temas com obras catalogadas e várias premiações, inclusive pela sua atuação literária com o recente “Prêmio 2020 Diamonds of Arts” na Áustria e premiação na “91ª Feira do Livro de Lisboa” em 2021, é autora de contos infantis publicados em coletâneas com o último lançamento no Brasil em 2026 na Bienal do Livro de São Paulo e no exterior em traduções para o inglês, espanhol, francês e alemão. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8855905584185083

Datas: 06, 13 e 20 de maio de 2027 (quintas-feiras)
Horário: das 17h00 às 19h00
Investimento: R$ 230,00
Inscrições: cursos@museuartesacra.org.br
Informações: (11)-3322-5393
Whatsapp: +55 (11) 99466-6662
No final do curso o aluno receberá o certificado
O curso será realizado a partir do Microsoft Teams

Bibliografia:
FUNDAÇÃO DE SERRALVES. Crossroads: Álvaro Siza no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. Porto: Fundação de Serralves, 2026
PANOFSKY, Erwin. Significado nas artes visuais. São Paulo: Perspectiva.
GAGE, John. Colour and Culture: Practice and Meaning from Antiquity to Abstraction. London: Thames & Hudson, 1993.
GAGE, John. Colour and Meaning: Art, Science and Symbolism. Berkeley: University of California Press, 1999.GOMBRICH, Ernst H. A história da arte. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC.
JANSON, H. W. História geral da arte. São Paulo: Martins Fontes.
NORBERG-SCHULZ, Christian. Genius Loci: Towards a Phenomenology of Architecture. New York: Rizzoli, 1980.
PALLASMAA, Juhani. Os olhos da pele. Porto Alegre: Bookman, 2011.
PASTOUREAU, Michel. Dicionário das cores do nosso tempo: simbólica e sociedade. Tradução de Maria José Figueiredo. Lisboa: Estampa, 1997.
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