RESUMOS – PATRIMÔNIO CULTURAL
PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL NO BRASIL – A IMATERIALIDADE A PARTIR DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO
OLIVEIRA, Luíza Estruc dos S. de
Resumo: A publicação aborda o patrimônio cultural imaterial brasileiro a partir das relações entre memória, materialidade e práticas sociais, tomando como eixo de análise o Mosteiro da Luz e o Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP). O estudo discute a ampliação do conceito de patrimônio cultural ao longo do século XX, destacando os debates promovidos pela UNESCO, pelo ICOM e pelo IPHAN, bem como a consolidação das políticas de preservação dos bens culturais de natureza imaterial no Brasil. A obra apresenta reflexões sobre memória coletiva, museologia social e patrimônio vivo, dialogando com autores como Jacques Le Goff, Mário Chagas e Ulpiano Bezerra de Meneses. A partir da arquitetura do Mosteiro da Luz, o texto analisa técnicas construtivas tradicionais, como a taipa de pilão e o pau a pique, compreendidas não apenas como soluções materiais, mas como saberes transmitidos entre gerações e vinculados às experiências de trabalhadores indígenas, africanos e populações marginalizadas da história oficial.
PATRIMÔNIO CULTURAL MATERIAL NO BRASIL – MARCOS LEGAIS E PATRIMÔNIOS MATERIAIS NO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO
MOYANO, Davi Bertachini
Resumo: A publicação apresenta uma análise sobre a constituição do conceito de patrimônio cultural material no Brasil, abordando os principais marcos legais e institucionais responsáveis pela consolidação das políticas de preservação patrimonial no país. O estudo discute a ampliação histórica da ideia de patrimônio, inicialmente vinculada a monumentos históricos e religiosos, e posteriormente associada às noções de memória coletiva, identidade cultural e construção simbólica da nação. A obra destaca a atuação de intelectuais como Mário de Andrade, Françoise Choay, Néstor García Canclini e Mário Chagas, relacionando patrimônio, memória e poder, além de contextualizar a criação da Inspetoria de Monumentos Nacionais, do SPHAN/IPHAN e do Decreto-Lei nº 25 de 1937, responsável pela institucionalização do tombamento no Brasil. O e-book também apresenta os diferentes Livros do Tombo utilizados nas esferas federal, estadual e municipal — IPHAN, CONDEPHAAT e CONPRESP — explicando suas funções na proteção jurídica dos bens culturais materiais. A partir do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP), a publicação exemplifica a aplicação prática dessas políticas de preservação, analisando patrimônios materiais móveis e imóveis vinculados à instituição, como o Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, a coleção da antiga Cúria Metropolitana de São Paulo e a escultura “Nossa Senhora das Dores”, de Aleijadinho.













