O curso CHORANDO NA GAROA – MÚSICA POPULAR, ALMA BRASILEIRA pretende fazer reflexões e apresentar uma breve perspectiva histórica da música popular do Brasil tendo, como referência, a trajetória do gênero Choro, a primeira música popular urbana instrumental local e espécie de tronco, de sustentáculo, para a música popular nacional. Como disse o maestro e compositor Heitor Villa-Lobos: “o Choro é a alma brasileira”.

Os encontros, com áudios e imagens ilustrativas, traçarão o nascimento e desenvolvimento desse gênero e suas características, discutindo, em paralelo, o papel de expressões como a modinha, o lundu, o jongo, o tango brasileiro e também o surgimento de gêneros como o samba, o frevo, o baião, entre outros, que influenciaram e caracterizaram o Choro ou conviveram com ele. Destaque para o papel da tecnologia e dos meios de comunicação através dos discos, do rádio, da TV e da Internet, impactando as expressões musicais no decorrer do tempo.


Conteúdo das Aulas: 

11 de maio de 2020
1ª aula: Século XIX e o contexto histórico de um País que nascia escravocrata; as modinhas e os lundus; as bandas de escravos no Vale do Paraíba do Sul; aristocracia, bailes e gêneros estrangeiros de sucesso nos salões imperiais; as camadas populares e suas manifestações musicais. Os enluarados companheiros de serenatas. Características do Choro.

18 de maio de 2020
2ª aula: As primeiras gerações do Choro; Chiquinha e Callado; o maxixe e o tango brasileiro; o tempo dos pianeiros. Nazareth, um intermediário entre o erudito e o popular. Anacleto de Medeiros, bandas musicais, grandes escolas de instrumentistas. Século XX: Indústria fonográfica. Pixinguinha e os Oito Batutas. O Choro não é Jazz: um paralelo. A Radiodifusão. O contexto de São Paulo. Chorões pioneiros paulistas nas gravações mecânicas e elétricas. Presenças de Paraguassú, José Rielli, Zequinha de Abreu e Canhoto.

25 de maio de 2020
3ª aula: Encontro 3: Os Regionais, os grandes solistas e a “Era de Ouro” do Rádio. Tempos de marchinhas. O Samba torna-se símbolo nacional. Samba-choro e choro cantado. Violões paulistas são destaque: Garoto, Armandinho Neves, Antônio Rago, Dilermando Reis, Laurindo de Almeida. Grandes arranjadores: Radamés e Pixinguinha. A Orquestra Tabajara. Surgimento do baião. Trio Surdina. O advento da televisão. Jacob, Waldir Azevedo, Abel Ferreira e Altamiro Carrilho.

01 de junho de 2020
4ª aula: Samba canção, bossa-nova, twist e rock: o Choro vai para as sombras. O “renascimento” nos anos 1970. Tia Amélia, D’Auria e o Conjunto Atlântico. Festivais nacionais e Clubes do Choro. A Cor do Som, Os Ingênuos, Cordas Dedilhadas de Pernambuco, Camerata Carioca, Raphael Rabello. Yamandu, Proveta e Hamilton de Holanda. Gravadoras, songbooks, escolas de Choro, pesquisas acadêmicas se ampliam. Internet e redes sociais: o gênero se difunde.


Professor:
José de Almeida Amaral Júnior
, paulistano, bacharel em Ciências Econômicas; pós graduado em Sociologia e em História da Arte, Cultura e Patrimônio; mestre em Políticas de Educação e professor universitário em Ciências Sociais. Estudou clarineta e canto coral na Universidade Livre de Música do Estado de São Paulo.

Colunista da Revista Família Cristã. Autor de obras que falam de São Paulo e de música brasileira, como os livros Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo e Conjunto Atlântico – Uma História de Amor ao Choro.

Produtor, apresentador e palestrante de cursos, shows, saraus e eventos sobre Choro e música brasileira. Também concebe e apresenta o Programa Choro e Cia – Música Instrumental do Brasil pela Web Rádio Casileoca. É Conselheiro Honorário do Clube do Choro de Santos.


Datas: 11, 18, 25 de maio e 01 de junho de 2020 (segundas-feiras)
Aulas: das 14h00 às 16h30 (intervalo para o café)
Carga horária: 12 horas
Valor: R$ 250,00 à vista – R$ 300,00 (02 vezes)
vagas limitadas
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso):  Rua Jorge Miranda, 43 (sujeito à lotação)

No final do curso o aluno receberá o certificado.


POLÍTICA DE CANCELAMENTO


– Cancelamento do curso ou mudança de datas
Se o número mínimo de inscritos não for alcançado ou em caso de imprevistos, o curso poderá ser cancelado ou ter datas e horários alterados. Nesse caso, a equipe MAS entrará em contato com todos os inscritos para informar.

– Vagas remanescentes e lista de espera
Caso receba um e-mail informando que sua inscrição está numa lista de espera, aguarde o contato da equipe MAS até 07 (sete) dias antes do início do curso. Se não receber o e-mail com as orientações de matrícula dentro deste prazo, significa que não houve nenhuma desistência e que não há vagas remanescentes para do curso em questão.

– Cancelamento de matrícula
Para cancelar sua matrícula e pedir reembolso do valor pago, envie um email com sua solicitação no prazo máximo de até 07 (sete) dias antes do início do curso. Será devolvido 80% do valor pago.

Se o cancelamento da matrícula for efetuado após o prazo de 07 (sete) dias, não haverá devolução do valor pago, mas o participante poderá indicar outra pessoa para sua vaga, que gozará dos 100% já pagos.

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