A palestra introduz o curso prático de Arte Cusquenha, com apresentação das técnicas e materiais dessa arte peculiar, traçando um panorama da tradição artística chamada Escola de Cusco que se desenvolveu entre os séculos XVI e XVIII como primeiro centro de formação de técnicas artísticas europeias nas Américas. O termo “cusquenho” (originário de Cusco, a capital do Império Inca) refere-se às pinturas coloniais hispano-latino-americanas produzidas nos países andinos. Embora os pintores cusquenhos estivessem familiarizados com impressões de arte renascentista bizantina, flamenga e italiana, suas obras seguiram diretrizes mais livres com o rompimento das guildas, quando em virtude de uma grande demanda a pintura começa a ser produzida seguindo moldes, carimbos e estêncil: desenvolvendo características únicas quanto a suas:

– HISTÓRIA E SIMBOLOGIA. Breve introdução histórica do domínio espanhol na América Pré-colombiana. O surgimento da Pintura Cusquenha como um tipo de arte religiosa, didática e catequética; seguindo a diretriz imposta pela Coroa de Espanha de converter as almas pagãs da colônia à religião católica e as influências de alguns dos símbolos religiosos das civilizações andinas.

– ICONOGRAFIA E SINCRETISMO. Distanciamento da arte produzida pelos índios e mestiços dos cânones europeus, as diferenças observadas na leitura das imagens produzidas em posição mais estática e sem perspectiva com a inserção de elementos dos costumes e simbologias indígenas. A profusa representação dos arcanjos e a iconografia característica dos Anjos Arcabuceros.

– COLEÇÕES E ESTILOS. Entre as obras cusquenhas estudadas do século XVI ao XIX, apresentação de alguns dos principais artistas da Escola de Cuzco e seus estilos: Mestre de Calarmaca, Basilio Santa Cruz Pumacallao, Antonio Sinchi Roca Inka, Diego Quispe Tito e Marcos Zapata.

– MATERIAIS E TÉCNICAS. Breve introdução ao curso prático de pintura cusquenha apresentando as origens e aplicação dos materiais artísticos utilizados na produção da pintura cusquenha, e suas técnicas: estêncil, moldes, brocateado.


Docente
Silvana Borges
é artista plástica e arquiteta especialista em Conservação e Restauro nas áreas de Arte Sacra (pintura e imaginária) e Arquitetura (arte mural), profissional filiada ao International Concil of Museums (ICOM), à Associação Brasileira de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais (ABRACOR) e ao Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (CEIB). Ministra palestras e cursos sobre a preservação do patrimônio e técnicas artísticas. Seus trabalhos estão publicados em conceituados catálogos artísticos e coletâneas literárias, recebendo diversas premiações e troféus, presentes em exposições e acervos de países como México, Itália, EUA, França, Espanha, Holanda, Hungria, Portugal e China em uma trajetória de 30 anos de atividades artísticas e literárias.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8855905584185083


Data: 09 de março de 2019 (sábado) – Devido a programação pós-carnaval não informada antecipadamente, a palestra do dia 09 de março de 2019 será transferida para o dia 16 de março de 2019.
Horário: 14hs
Atividade gratuita
Não é necessário fazer inscrição, por ordem de chegada, capacidade da sala: 50 lugares.
Informações: (11) 5627.5393 – mfatima@museuartesacra.org.br
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metro Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43

Estacionamento sujeito à lotação

Ao final da palestra será oferecido o certificado de participação.

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